Comissão de Saúde da Aleac realiza Audiência Pública para debater terceirização do serviço de ortopedia no PS

Comissão de Saúde da Aleac realiza Audiência Pública para debater terceirização do serviço de ortopedia no PS

Os membros da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) realizaram na manhã desta terça-feira (20), uma audiência pública para debater sobre a terceirização do serviço de ortopedia e traumatologia no Pronto Socorro de Rio Branco.

 Além do secretário de Saúde do Acre, Alysson Bestene, participaram do encontro, o presidente do Sindicato dos Médicos, Guilherme Pulici e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde.

Ao dar início ao debate, o presidente da comissão, deputado José Bestene (Progressistas), saudou os presentes na plataforma digital. Em seguida, ele passou a palavra para o deputado Jenilson Leite (PSB), autor do pedido da audiência.

 Em pronunciamento, Jenilson Leite disse que terceirizar o serviço de ortopedia no Pronto Socorro é precarizar o trabalho que vem sendo realizado.

“Esse já é um dos serviços que não tem tanto problema atualmente, então não justifica o executivo querer fazer a terceirização. Isso fere o SUS e constrói todo um enredo para no futuro termos cada vez mais dificuldade em oferecer o serviço público à população”, alertou.

O representante do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Jean Lunier, também fez pronunciamento contrário à terceirização. “Não vejo sentido em terceirizar esse serviço. Isso só trará mais atropelo, atrapalho. O Pronto Socorro está fazendo um bom trabalho nesta área”, complementou.

Já o presidente do Sindicato dos Médicos, Guilherme Pulici, disse que o Acre tem profissionais altamente qualificados em ortopedia, o que leva o Estado a ser referência na área.

“Não vejo porquê terceirizar esse serviço, os nossos problemas são outros, como a falta de materiais e insumos, por exemplo. Não tem problema nenhum com a mão-de obra”, disse.

Em sua fala, o secretário de Saúde do Acre, Alysson Bestene, frisou os avanços no serviço de ortopedia. “Antes havia fila para o atendimento, mas temos buscado melhorias. Ampliamos os serviços, atualmente fazemos mutirões de cirurgias e isso diminuiu a demanda”, disse.

O secretário se colocou à disposição dos deputados para falar mais sobre o assunto e outros temas relacionados à saúde.

O gestor disse ainda que a Sesacre realizou estudo de viabilidade para validar a terceirização.

Outro parlamentar que se posicionou contrário à terceirização foi o deputado Roberto Duarte (MDB). Ao invés de terceirizar, ele sugeriu a redução de custos e a melhoria do serviço de ortopedia.

O deputado Edvaldo Magalhães (PC do B), também fez pronunciamento contrário à terceirização. Segundo ele, se terceirizar, a população vai pagar mais caro por um serviço que está dando certo.

 “Estamos falando de um serviço que está funcionando. Se terceirizar, alguém vai ganhar muito, é a população que ficará no prejuízo”, frisou.

O pregão para contratação da empresa que irá gerenciar a ortopedia do PS está suspenso por determinação judicial.

Mircléia Magalhães/Agência Aleac

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