Tchê afirma que presidente Dilma “iludiu acreanos” durante visita

tche030614O terceiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Luís Tchê (PDT), disse na sessão desta terça-feira, 3, que antes da presidente Dilma Rousseff (PT) anunciar a construção da ponte sobre o rio Madeira durante visita que fez ao Acre no dia 16 de março deste ano, ela já havia vetado a obra no dia 24 de dezembro de 2013. “A presidente fez uma visita relâmpago aos acreanos e ainda garantiu a construção de uma ponte que ela inclusive já tinha vetado”, afirmou.

De acordo com a Mensagem nº 595, enviada ao Senado Federal, Dilma Rousseff vetou parcialmente o Projeto de Lei nº 2, de 2013 – CN, que Dispõe sobre as diretrizes para a elaboração e execução da Lei Orçamentária de 2014, por detectar contrariedade ao interesse público.

Para o deputado a decisão da presidente pode causar danos futuros para o desenvolvimento do Estado do Acre. Ele alertou para uma nova crise de abastecimento caso o rio Madeira transborde novamente.

“Nós já sofremos com o isolamento por quase dois meses devido à cheia do Madeira, isso pode acontecer novamente e não estamos preparados. Com a construção da ponte iríamos ter um custo menor já que paga-se tão caro para a travessia de um caminhão”, afirmou.

Segundo o parlamentar, a presidente iludiu os acreanos prometendo a construção da ponte sobre o rio Madeira.  “Há dois meses, a população sofreu com a falta de combustível e de produtos nos supermercados da capital e do interior. No Acre os motoristas enfrentaram longas filas para conseguir gasolina. Aí vem a Dilma e ilude os acreanos com a promessa feita durante coletiva no aeroporto de Rio Branco, garantindo a construção de uma ponte que ela mesma vetou”, enfatizou.

O deputado demonstrou ainda preocupação com a notícia de que a balança comercial brasileira registrou em maio o menor resultado para o mês em 12 anos. Segundo números divulgados nesta segunda-feira (2) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, no mês passado, o país exportou US$ 712 milhões a mais do que importou. Para o mês de maio, o superávit é o mais baixo desde 2002, quando tinha ficado em US$ 384 milhões.

“Temos que ficar alertas, essa foi a pior balança comercial dos últimos anos. De acordo com os dados, em relação a maio do ano passado, o superávit recuou 6,7%. Apesar de a balança ter registrado superávit pelo terceiro mês seguido, o resultado foi insuficiente para cobrir o déficit da balança no acumulado do ano. Isso é preocupante levando em consideração que ainda estamos importando matéria-prima”, destacou.

Mircléia Magalhães
Foto: J. Simão
Agência Aleac

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