Gehlen Diniz: “O vírus não discrimina. Não faz distinção racial ou de gênero. Pega o rico, pega o pobre”

Gehlen Diniz: “O vírus não discrimina. Não faz distinção racial ou de gênero. Pega o rico, pega o pobre”

Em discurso na sessão remota desta terça-feira (6), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Gehlen Diniz (Progressistas) disse que o Brasil “patina” quando tem que dar alguns encaminhamentos para conter a pandemia. Ele frisou que o ideal seria aplicar no Brasil, medidas que deram certo em outros países.
“Eu sei que o Brasil é um país de terceiro mundo e ainda tem muito o que avançar, mas nosso país patina demais quando há necessidade de se tomar ações mais concretas para combater a pandemia. Não custa nada aplicar aqui, as medidas que deram certo em outros países, por exemplo. Eu sei das nossas dificuldades, mas o governo federal não pode simplesmente decretar um lockdown sem dar suporte para as pessoas, pelo menos um auxílio de quatro meses ele deveria dar. Nós precisamos decretar um isolamento total, só assim vamos conseguir combater esse vírus”, disse.
O progressista questionou ainda o atraso no processo de vacinação. Ele disse não entender a lentidão para aplicar as doses do imunizante pelas prefeituras. “A responsabilidade da vacinação, nós sabemos que é das prefeituras. O governo do estado faz a aquisição junto ao governo federal e repassa as vacinas para os prefeitos. Você cobra das prefeituras, elas dizem que estão vacinando. Então eu não sei o que está acontecendo! Tem vacina ou não? Se tem, tem que vacinar de manhã, de tarde e de noite, finais de semana e feriados. Tem que vacinar todos os dias”, complementou.
O parlamentar, que já contraiu a Covid-19, afirmou temer ser vítima novamente do vírus. Gehlen Diniz alertou para a gravidade do novo coronavírus afirmando que não há um medicamento que possa combater a doença e trazer a cura. Para ele, só a vacinação e as medidas de isolamento social serão capazes de conter a onda de contaminação.
“Eu tenho medo de pegar novamente, porque ninguém sabe a reação de cada organismo, ninguém sabe qual remédio tomar porque ainda não há uma definição. Por isso eu reforço que tem que ter uma ação concreta do governo federal, tem dinheiro para isso, tem sim. Já passou da hora do nosso país fazer a coisa certa. Mas a população também precisa ajudar, precisa fazer a sua parte, caso contrário, não tem gestor que resolva essa situação”, complementou.
Mircléia Magalhães/Agência Aleac

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