“Não dá para suspender no sábado e no domingo a vacinação, sob a justificativa do lockdown”, diz Daniel Zen

“Não dá para suspender no sábado e no domingo a vacinação, sob a justificativa do lockdown”, diz Daniel Zen

Na sessão virtual desta terça-feira (6), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o líder do Partido dos Trabalhadores, deputado Daniel Zen, falou sobre os números de vacinação no Acre. Ele apresentou dados mostrando que das 163.540 doses recebidas até 01/abril, 62.125 foram aplicadas, sendo 49.729 (5,56%) na primeira dose e 12.396 (1,39%) na segunda dose.
“As situações acima somam 71.729 doses que só serão aplicadas dentro do tempo e 29.686 doses em atraso na aplicação. O total recebido sequer cobre 11% da população, em 2 meses e meio de vacinação. Fizemos uma oitiva com o secretário de saúde, Frank Lima, através da Comissão da Covid-19. Ele fez uns esclarecimentos acerca do processo da vacina, porém, ainda assim, observamos a lentidão no processo. Os dados que eu mencionei acima confirmam isso”, frisou.
O oposicionista frisou também que o Acre segue como o estado mais lento nesse processo. “O Acre é um dos estados menos populosos do Brasil, já deveria ter vacinação plena. Para se ter uma ideia, em um único dia, os Estados Unidos aplicam 1 milhão de doses, ou seja, em 24h o Acre todo estaria vacinado. Isso se as nossas autoridades levassem esse processo a sério. Claro que isso seria possível após um esforço de logística, levando em consideração as populações isoladas do nosso estado. Uma vez a vacina entregue, nós poderíamos sim, vacinar toda a população do Acre”, enfatizou.
Segundo o parlamentar, para reduzir o número de mortos e de pessoas contaminadas pela doença, é preciso intensificar o enfrentamento à pandemia da Covid-19 no Acre. “Não dá para suspender no sábado e no domingo a vacinação, sob a justificativa do lockdown. Tem que levar a sério, tem que pegar quente, tem que ter firmeza de atitudes, de propósitos. O que está faltando na gestão de combate à pandemia é pulso firme”, disse.
Zen também frisou que os que evitam tomar essas medidas hoje, amanhã serão lembrados pela história também. “Se não tiver pulso firme, não tiver coragem, não quiser aguentar o tranco de tomar as medidas impopulares agora, lá na frente a história também vai cobrar”.
Ainda em seu discurso, Daniel Zen afirmou que pacientes têm morrido na UTI do Into no processo de intubação e extubação, que é o processo de retirada dos tubos introduzidos na garganta do paciente. Ele mencionou que falta experiência entre o corpo clínico do Into e há casos de imperícia.
“Sabemos que a UTI do Into não tem intensivistas suficientes. Os profissionais são guerreiros sim, seguem lutando, mas muitos deles recém saídos da faculdade. Nunca entubaram um paciente. Tem notícias de paciente que morreu de sede na UTI porque o pessoal depois que entubou, superventilou o cara, não sabe que tem que molhar a boca do cara com algodão. Não sou da área médica, mas a gente tem uma noção. A gente recebe todo tipo de notícias, gente que morre no processo de intubação e extubação”, finalizou.
Mircléia Magalhães/Agência Aleac

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