“Está materializada uma grande fraude de um esquema financeiro”, afirma deputado Edvaldo Magalhães sobre cartão Avancard

“Está materializada uma grande fraude de um esquema financeiro”, afirma deputado Edvaldo Magalhães sobre cartão Avancard

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) destacou durante sessão virtual desta quarta-feira (02), a audiência pública promovida pela Comissão de Serviço Público da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), onde foi questionada a margem consignável criada através do cartão Avancard.

O parlamentar afirmou que a medida é ilegal, uma vez que foi aprovado em plenário da Aleac que o limite de margem para empréstimos consignados de servidores públicos seria de 35% do valor correspondente aos seus vencimentos. Ocorre que com o acréscimo de 15% do cartão, fica comprometido 50% do salário dos trabalhadores.

“Nós tivemos durante a audiência pública a participação de um representante da Fênix Soft, que também representa a empresa responsável pelo cartão Avancard. Durante o debate nós comprovamos que está materializada uma grande fraude de um esquema financeiro que essas duas empresas estão promovendo contra os servidores públicos”, denunciou.

Edvaldo Magalhães pontuou que além de ser ilegal oferecer o cartão, acrescentando o limite de endividamento do servidor público, os juros cobrados pelos empréstimos contratados são abusivos. Ele citou o exemplo de um policial militar que contraiu um empréstimo de pouco mais de R$ 8 mil e que se o tivesse feito por meio da Caixa Econômica Federal, estaria pagando 1.2% de juros ao mês, mas pelo Avancard paga 5.5%.

“O PM pegou pouco mais de R$ 8 mil do cartão Avancard para pagar em 48 parcelas de R$ 550, com juros de 5.5% ao mês. Se esse mesmo valor tivesse sido retirado na Caixa Econômica Federal, ele pagaria os juros de 1.2% ao mês, e parcelas de R$ 220. Portanto, estamos diante de um grande escândalo, de um monopólio para que essa empresa ferre com os servidores acreanos”, repudiou.

O deputado disse que não há outro caminho que não o da justiça, para corrigir o que ele classificou como um crime contra os servidores públicos. Disse ainda que os parlamentares realizarão uma audiência pública com representantes do Ministério Público, onde serão encaminhados documentos com denúncias e provas da tentativa de superendividamento dos trabalhadores.

Andressa Oliveira/ Agência Aleac

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