“Como vamos ter um número confiável quando está faltando teste para identificar se a pessoa está ou não com o vírus? Indaga deputado Edvaldo Magalhães

“Como vamos ter um número confiável quando está faltando teste para identificar se a pessoa está ou não com o vírus? Indaga deputado Edvaldo Magalhães

Durante sessão virtual desta terça-feira (23), o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) falou sobre o decreto publicado pelo governador Gladson Cameli (PP), na manhã de hoje. O documento estabelece os critérios para a abertura gradual das atividades econômicas no Estado durante o período de pandemia.

Magalhães pontuou que o decreto estabelece uma nova fase durante esse período, com dados que apontarão para uma flexibilização. Entretanto, o deputado indaga sobre como serão estabelecidas essas informações, vez que atualmente faltam testes para detectar infecção de coronavírus em todo o Estado.

“Como vamos ter um número confiável quando está faltando teste para identificar se a pessoa está ou não com o vírus? A maioria absoluta dos municípios está sem o teste. Cruzeiro do Sul está há 15 dias sem fazer esse tipo de avaliação. Portanto, os dados que estarão na plataforma terão uma margem de erro enorme. Isso vai dar um desvio na discussão da análise”, alertou.

Outro ponto destacado pelo parlamentar diz respeito a uma pressão que o governo estaria sofrendo em relação ao afrouxamento do isolamento social. Ele alega que é necessário que o chefe do Poder Executivo tenha pulso firme para gerir o Estado de forma cirúrgica. Acrescentou ainda, que o governador não pode se acovardar na hora de tomar decisões.

“Ora anuncia o afrouxamento de regra, ora volta atrás, ora avisa que vai faltar insumos para enfrentamento dessa doença. São nesses momentos que um líder precisa ter firmeza e tranquilidade para gerir. Não podemos conviver com dinheiro em caixa e faltando medicação para pacientes. Não dá pra fazer caixa e não ter coragem pra decidir. Nós vamos entrar numa nova fase dessa pandemia e isolamento, estamos mediante uma realidade preocupante, os números avançam”, pontuou.

Texto: Andressa Oliveira
Revisão: Suzame Freitas
Foto: Raimundo Afonso
Agência Aleac

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