Nicolau Júnior suspende sessão para dialogar com servidores da Saúde

Nicolau Júnior suspende sessão para dialogar com servidores da Saúde


O presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Nicolau Júnior (PP), suspendeu a sessão desta terça-feira (10), logo após o grande expediente, para receber no centro do plenário os servidores da Saúde. A categoria que deflagrou greve por tempo indeterminado veio a casa legislativa para apresentar aos deputados a sua ata de reivindicações.

img_6513

O movimento grevista pede, dentre outras coisas, melhores condições de trabalho, maior efetivo de servidores, regulação no Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) e regulamentação do Pró-Saúde. Eles alegam ainda que há um déficit de cinco mil trabalhadores na área, 12 mil cirurgias suspensas, 1,5 mil leitos a menos que o necessário, hospitais superlotados e ausência do Tratamento Fora de Domicílio (TFD).

Os trabalhadores também relataram a confusão generalizada ocorrida em frente à Sesacre na manhã desta terça-feira (10). Eles acusam o secretário-ajunto, coronel do Exército Brasileiro, Jorge Rezende, de chamar o movimento grevista de “vagabundo” e de ter agredido o deputado estadual Jenilson Leite (PC do B) que acompanhava o manifesto.

Ao dar início à reunião, Nicolau Júnior saudou os trabalhadores e disse que o parlamento não se ausentará do debate. O presidente também falou da boa vontade do governo do Estado em resolver os problemas do setor.

img_6476

“Temos que ter muita responsabilidade para fazermos esse debate, tudo deve ser discutido com muita clareza e não tenho dúvida de que o diálogo é o melhor caminho. Sejam bem-vindos a esta casa e já adianto que o governo do Estado fará o possível para ajudar, para chegar a um consenso, e nós estamos aqui também para isso.  Contem com a gente”, disse.

Ao fazer uso da palavra, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Adailton Cruz, garantiu que o movimento é pacífico. “Primeiro, agradeço aos deputados por nos receberem. Nós estamos muito tristes com o que aconteceu na Sesacre, ver esses coronéis forasteiros chamando pai de família de vagabundo é demais para mim. Repudio o governo do Estado por estar patrocinando esse tipo de gestão. Como não há diálogo, a greve continua por tempo indeterminado, vai ser a maior greve da história deste Estado, a nossa Saúde não pode ficar nas mãos de pessoas assim”, frisou.

Para o deputado Edvaldo Magalhães (PC do B), a Sesacre precisa apresentar propostas aos servidores. “Esses gestores da Sesacre são tão incompetentes que eles botaram foi gasolina na greve, ajudaram a fortalecer ainda mais o movimento. Agora, sabemos que o caminho é o diálogo, mas existe uma grande diferença entre reunião e negociação, o prazo da reunião da enrolação já esgotou, agora tem que ter proposta na mesa”, enfatizou o oposicionista.

img_6530

O líder do governo na Aleac, deputado Luís Tchê (PDT) disse que a secretária de Saúde do Estado tem se empenhado para resolver o impasse. “No governo passado, uma reunião não durava cinco minutos, pois o Carioca virava as costas e saía. Ontem, foram quase cinco horas de reunião com o sindicato buscando um caminho. A equipe do governo está enfrentando o problema e dialogando com todos. Tenho certeza absoluta que iremos encontrar o caminho. Não vamos tolerar truculência, o Gladson é pé no chão, é humilde e todos sabem disso. Devemos retomar o diálogo, amanhã às 15 horas iremos novamente nos reunir”, afirmou.

Texto: Mircléia Magalhães
Revisão: Suzame Freitas
Foto: Raimundo Afonso
Agência Aleac

Sobre agencia agencia

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
Facebook