“Essa coisa de coronel enfiar dedo na cara de servidor e de parlamentar nós não vamos aceitar”, diz Edvaldo Magalhães

“Essa coisa de coronel enfiar dedo na cara de servidor e de parlamentar nós não vamos aceitar”, diz Edvaldo Magalhães


O deputado Edvaldo Magalhães (PC do B) foi um dos parlamentares que usou a tribuna na sessão desta terça-feira (10) para falar sobre os supostos atos de “agressão” ocorridos durante a manifestação realizada pelos servidores da Saúde em frente à sede da Secretaria Estadual de Saúde do Acre (Sesacre). O parlamentar também saudou os servidores que acompanhavam a sessão da galeria Marina Silva afirmando que eles procuraram o lugar certo.

“Quando as portas de qualquer outro lugar se fecham tem um lugar onde as portas se escancaram, tem um lugar que tem a obrigação política de receber quem quer se manifestar, portanto, sejam bem-vindos à casa do povo”, disse.

O oposicionista sugeriu que o presidente da Aleac, deputado Nicolau Júnior (PP), suspendesse a sessão para que os manifestantes fossem recebidos no centro do plenário. “Sugiro que o presidente desta casa suspenda a sessão para que a gente possa dialogar com os servidores da Saúde. Nicolau tem sido um grande mediador nas horas dos conflitos e das discussões. Nós precisamos escutar a categoria para que possamos ajudar a encontrar o caminho do entendimento”, complementou.

Sobre as supostas agressões sofridas pelo deputado Jenilson Leite (PSB) durante a manifestação em frente à Sesacre, o comunista também se manifestou. “Há muito tempo que acompanhamos conflitos entre servidores e governo, mas essa é a primeira vez que um secretário adjunto de Saúde, por ser um alienígena, se infiltra no meio de uma manifestação para intimidar e vigiar servidor, e mais que isso, para afrontar deputado, ainda mais o Jenilson que tem se comportado como um grande mediador nesta casa. Não podemos aceitar que aqueles que assumiram a Sesacre e que não conhecem a realidade do sistema ajam dessa maneira”, frisou.

Para o deputado, a greve só foi deflagrada pelos servidores por falta de humildade e de espírito colaborativo por parte da Sesacre. “Conversa de gente grande ninguém quer fazer. Reunião de negociação não se resolve com enrolação, se resolve com respostas concretas na mesa. Não é fácil resolver todos os problemas, mas pelos menos tem que haver boa vontade”, enfatizou.

Edvaldo Magalhães exigiu ainda que a direção da Secretaria de Saúde peça desculpas aos servidores. “ É necessário que o governo do Estado faça um pedido de desculpas pelo tratamento autoritário que foi dado ao deputado Jenilson e aos servidores na manifestação. Essa coisa de coronel enfiar dedo na cara de servidor e de parlamentar nós não vamos aceitar. Esse governo precisa entender que essa postura de ditadores não vai funcionar aqui no Acre”, finalizou.

Texto: Mircléia Magalhães
Revisão: Suzame Freitas
Foto: Raimundo Afonso
Agência Aleac

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