Deputado Daniel Zen afirma que governo tem que decidir se nomeia novos comissionados ou aprovados em concurso público

Deputado Daniel Zen afirma que governo tem que decidir se nomeia novos comissionados ou aprovados em concurso público


Durante sessão desta terça-feira (21) o deputado Daniel Zen (PT) fez uma apresentação aos demais parlamentares, com dados sobre o nível de empregos no Acre e também sobre análise de gasto com pessoal e com a dívida consolidada líquida. Ele destacou também que apesar de o governador deixar a entender que o Estado vive uma situação financeira caótica, continua fazendo nomeações.

O parlamentar disse que atualmente o Estado vive uma de suas maiores taxas de desemprego, e que a variação de geração de empregos segue em queda. Acrescentou também que, se comparado a outros estados brasileiros, o Acre é atualmente um dos recordistas em números negativos.

“Para justificar algumas decisões tomadas, o governador disse que se a Reforma da Previdência não for aprovada, poderá o Estado decretar calamidade financeira, dando a entender que vivemos um ambiente caótico. No entanto, ontem foi publicado o relatório da Lei de Responsabilidade Fiscal e o limite permitido para gastos com pagamento de servidores, que é de 49%, já alcançou 48.40%. O governo tem que escolher, nomeia os cargos comissionados ou convoca os aprovados nos concursos”, disse.

Zen seguiu seu discurso apontando que o atual governo arrecadou muito em seus primeiros meses de atuação, e que os cofres públicos possuem a cifra de quinhentos milhões de reais. No entanto, esse montante estaria retido, o que tem acarretado em recessão e economia enfraquecida.

“Você enche os cofres do Estado de recursos e retrai o dinheiro circulante na praça. Quando o consumo do governo é baixo, deixa de circular dinheiro no comércio. Se o dinheiro não circula, a economia se desaquece, tem recessão. Por isso no início deste ano o Acre se tornou campeão em desemprego”, explicou.

Daniel Zen concluiu seu discurso afirmando que ao longo dos 20 anos em que esteve à frente do Poder Executivo, a Frente Popular do Acre (FPA) gerou não apenas 40 mil empregos, como foi prometido em campanha, mas sim 70 mil empregos. E acrescentou que esses números foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e que, portanto, são incontestáveis.

“A FPA, ao longo dos anos em que esteve no governo, gerou 70 mil empregos. Então vamos parar com esse papo de herança maldita, de que o gasto com pessoal é alto, pois os relatórios mostram outra coisa. O governador está retendo dinheiro e isso está fazendo o Estado quebrar. Para que possuir 500 milhões de reais em caixa? O que falta a essa gestão é saber como transformar esse dinheiro em melhorias para o Acre”, finalizou.

Andressa Oliveira
Agência Aleac

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