Deputado Daniel Zen: “Convite feito por Bolsonaro a Sérgio Moro é na verdade uma recompensa pelos crimes que o magistrado cometeu”

Deputado Daniel Zen: “Convite feito por Bolsonaro a Sérgio Moro é na verdade uma recompensa pelos crimes que o magistrado cometeu”

Ao comentar a aceitação do Juiz Sérgio Moro para ser ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro (PSL), na sessão desta quinta-feira (1º), o deputado Daniel Zen (PT) disse que a decisão do magistrado demonstra que o mesmo atuou com intenção de manipular o resultado das eleições. Segundo ele, o convite de Bolsonaro seria na verdade uma recompensa pelo crime que Moro cometeu.

“Esse juiz não é imparcial, é na verdade um bandido que tinha que está preso. Para aceitar esse convite ele deveria ter se mantido isento das ações judiciais, como no processo da prisão de Lula, por exemplo. Esse homem cometeu crimes, teve condutas duvidosas no exercício de sua magistratura e como recompensa disso é convidado para ser ministro da Justiça, isso é muito grave”, disse.

O parlamentar frisou ainda que com o passar do tempo Sérgio Moro mostrará sua verdadeira face. “Estou falando essas coisas aqui, mas talvez eu nem seja ouvido, talvez minha voz não ecoe pelos quatro cantos do Brasil e nem surtirá tanto efeito na imprensa nacional. Alguns devem pensar: coitado, ele é só um deputado do Acre. Mas, quer saber? Eu não me importo, não vou me calar. Eu vou falar enquanto ainda tenho esse direito, porque muitos ainda mostrarão realmente para que realmente vieram”, afirmou.

Daniel Zen questionou ainda a ausência de alguns parlamentares nas sessões. Disse que há muitos projetos nas comissões para serem apreciados e votados em plenário antes do recesso de fim de ano.

“Esta semana não estamos tendo um número significativo de parlamentares no plenário e isso tem dificultado a discussão e votação de projetos importantes, tanto de autoria dos deputados quanto do Executivo. Essas matérias, que já estão sendo analisadas pelas comissões, precisam ser votadas antes do recesso parlamentar, como a Lei do Orçamento, por exemplo. Nós precisamos reunir boa parte dos deputados para darmos início ao processo de votação”, disse.

No grande expediente, o parlamentar respondeu ao discurso do deputado Nelson Sales (PP), que na tribuna fez críticas ao projeto de lei enviado pelo governador do Acre, Tião Viana (PT), à Aleac, que pretende estender a proteção para os chefes dos três poderes, mesmo depois destes terem deixado os cargos.

“Nelson Sales confessou nesta tribuna que decidiu esvaziar o plenário durante a sessão de quarta-feira só para não ter que debater e votar esse projeto, sendo que o mesmo nem entrou na pauta de votação, nem foi sequer votado nas comissões. Falar que vai esvaziar o plenário quantas vezes for preciso só para não votar alguns projetos com os quais ele não concorda, aí já demais. Esse projeto ao qual ele se referiu eu retirei das comissões ontem mesmo a pedido do próprio governador Tião Viana. Essa medida nem era de interesse do Executivo”, salientou.

Mircléia Magalhães
Agência Aleac

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