Deputado Jenilson Leite apresenta moção de pesar pela morte do doutor Baba

Deputado Jenilson Leite apresenta moção de pesar pela morte do doutor Baba

Na sessão desta terça-feira (30) o deputado Jenilson Leite (PCdoB) apresentou uma moção de pesar pelo falecimento do médico Rosaldo Aguiar, o doutor Baba, de 49 anos. O mesmo foi morto na noite do último sábado (27), em sua chácara, batizada de Hollywood, localizada às margens do Rio Envira, em Feijó. Baba foi alvejado com um tiro no peito e ainda chegou a ser levado ao Hospital de Feijó, mas não resistiu ao ferimento.

O parlamentar, que passou a tarde com o médico no dia do ocorrido, lamentou a forma cruel como tudo aconteceu. “É difícil de acreditar, é uma perda irreparável. Naquele sábado passamos a tarde juntos realizando ações de combate à dengue no município de Feijó, nos falamos por telefone poucas horas antes do ocorrido. Baba era um homem bom, um profissional incrível, fazia o possível para ajudar a população daquela região, e perdeu a vida num dos crimes mais violentos da história de Feijó”, lamentou.

Segundo o deputado, a casa do médico havia sido assaltada dois dias antes do mesmo ser assassinado. Ainda de acordo com Jenilson, a polícia trabalha com a hipótese do crime ter sido planejado. “Ele me falou que dois dias antes haviam entrado na casa dele e que tinham roubado uma televisão. A polícia não descarta a hipótese de um crime planejado, inclusive, o rapaz que estava com ele na chácara no dia do ocorrido está sendo apontado como um dos envolvidos”, disse.

O deputado disse ainda que o povo brasileiro não aguenta mais tanta violência. “O Bolsonaro ganhou a eleição falando claramente sobre o porte de arma, e foi exatamente isso que tirou a vida do nosso querido Baba. Aí, a gente se questiona: ora, mas o Haddad falava sobre mais emprego, sobre a implantação de mais escolas, e ainda assim a população preferiu o Bolsonaro. Precisamos, sim, de mais oportunidades, de investimentos na cultura, de mais escolas. Mas o que o povo precisa mesmo são de leis mais firmes, só assim garantiremos a paz que tanto queremos”, frisou.

No grande expediente, Jenilson Leite cobrou do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) a instalação imediata de uma balança para aferir o peso de veículos na BR-364. Ele pontua que o peso exorbitante das carretas tem agravado as condições da pista.

“Ontem, quando estava voltando de Feijó, vi algo na estrada que me deixou muito triste. Os trechos que estavam bons estão sendo destruídos pelas enormes carretas que trafegam na rodovia transportando combustível, toras de madeira e brita. Isso não pode acontecer. Essa sobrecarga do inverno vai acabar rasgando todo o dinheiro que foi investido. O DNIT precisa tomar uma providência o mais rápido possível, antes que a situação piore. O sistema de balanças precisa ser implantado, nós precisamos zelar pelo trabalho que já foi feito”, afirmou.

Projeto de lei

O parlamentar apresentou um projeto de lei que ‘institui noções básicas da disciplina de agropecuária nas escolas públicas rurais do Estado do Acre’. Se aprovada a matéria, fica a Secretaria de Estado de Educação (SEE) autorizada a instituir noções básicas sobre a agropecuária, como conceito a ser ministrado nas escolas públicas rurais de ensino fundamental e médio no âmbito do Estado do Acre.

A temática que a proposta abrange promoverá a elevação da escolaridade do jovem empreendedor no campo; o respeito às diversidades locais; a cooperação entre as diferentes esferas do poder público, o setor empresarial e os demais seguimentos da sociedade, com o fim específico de estimular as iniciativas do jovem empreendedor do campo; e a promoção do acesso do jovem empreendedor do campo ao crédito rural, bem como a promoção da inclusão social no meio rural.

O deputado explicou que além de preparar o jovem para exercer o papel estratégico de agente do desenvolvimento rural, a lei também visa fomentar a transformação de jovens em líderes empreendedores, com sensibilidade para identificar oportunidades de desenvolvimento profissional e familiar onde estão inseridos. Visa, ainda, estimular a elaboração de projetos produtivos a serem desenvolvidos pelos jovens agricultores, como forma de viabilizar alternativas de trabalho e renda e até ampliar competências, conhecimentos e práticas que possibilitem a gestão empresarial agrícola, promovendo o empreendedorismo, a liderança, o cooperativismo, o planejamento e o uso de técnicas produtivas.

Ele frisou que a lei também estimulará estratégia de governança de sucessão familiar para jovens e suas famílias, além de também ampliar a compreensão sobre o desenvolvimento rural sustentável, práticas agrícolas e políticas públicas para a agricultura familiar. O PL também busca incentivar o uso de conhecimentos associados às inovações tecnológicas e as ferramentas das atividades rurais.

Jenilson Leite ressaltou que existem escolas que já funcionam nesse modelo em vários estados brasileiros, entre elas a Escola Família Agrícola (EFA) e Casas Familiares Rurais (CFRs). “Porém, apesar de todos estes fatores, e diante dessa necessidade de se empregar metodologias e estratégias específicas para as comunidades do campo, alguns estados relutam em reconhecer a efetividade e a legitimidade da Pedagogia da Alternância”.

“Essa metodologia dá aos alunos a oportunidade de continuarem estudando enquanto ajudam seus pais nas tarefas agrícolas. A inclusão formal do método na atual legislação irá possibilitar que as escolas em áreas rurais tenham mais apoio do Estado, valorizando os alunos do campo”, explicou.

Mircléia Magalhães
Agência Aleac

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