Deputado Daniel Zen lamenta discurso de Bolsonaro incitando o ódio

Deputado Daniel Zen lamenta discurso de Bolsonaro incitando o ódio

O líder do governo na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Daniel Zen (PT), lamentou o pronunciamento feito pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), um dia após a votação. Em discurso durante a sessão desta terça-feira (30), o parlamentar ressaltou que o governante continua incitando o ódio entre as pessoas e o acusa de ter feito campanha espalhando fake news sobre seu adversário, Eduardo Haddad.

Daniel Zen disse que a esquerda se difere de seus adversários porque aceita os resultados das urnas, mesmo quando não lhe são favoráveis. Ressaltou também que em vez de promover a união no país, Jair Bolsonaro incita a violência quando diz que vai aniquilar os vermelhos, se referindo aos petistas.

“Da mesma forma como nos manifestamos a respeito das eleições no estado, faço com relação ao resultado nacional. O que nos difere dos nossos adversários, que nunca aceitavam a derrota, é que respeitamos a vontade do povo. Em sua primeira declaração, Bolsonaro demonstrou um vazio de conhecimento, de valores, princípios de tudo que se espera de um presidente. Cometeu uma série de equívocos, disse que vai expulsar os bandidos vermelhos, como ele se refere de forma pejorativa aos petistas. Sou vermelho, mas não sou bandido, nem vou para o exílio”, afirmou.

O petista destacou que há fortes indícios de que pessoas ligadas à campanha de Jair Bolsonaro tenham investido na propagação de fake news para tentar macular a imagem de Eduardo Haddad. De acordo com ele, existiam mais de 40 mil grupos de WhatsApp que diariamente espalhavam notícias falsas.

“Há fortes indícios de que isso aconteceu, sim, durante todo o período de campanha do Bolsonaro. Eles se utilizaram da mentira, enganaram a população, espalharam o medo. Agem de forma leviana e mesmo após vencer a campanha, continua com discurso de ódio”, lamentou.

Daniel Zen finalizou seu discurso dizendo que Bolsonaro deve repensar sua forma de agir e buscar promover a união entre os brasileiros, uma vez que muitos entraram em confronto por divergirem sobre o futuro político do país.

“O mínimo que se espera de um presidente eleito é que ele assuma o discurso da pacificação, da tolerância e da democracia, e não discurse absurdamente. Um dia após eleito ele comete uns cem números de desatinos. O problema são os loucos que veem nessas palavras os motivos para cometer barbaridades”, concluiu.

Andressa Oliveira
Agência Aleac

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