Deputado Daniel Zen questiona pesquisa eleitoral do Data Control

Deputado Daniel Zen questiona pesquisa eleitoral do Data Control

O líder do governo na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Daniel Zen (PT), questionou na sessão desta terça-feira (18) a forma como a nova pesquisa do Instituto Data Control divulgada nesta terça-feira foi realizada. O resultado da pesquisa diz respeito às eleições 2018 no Acre, tendo como cenário a disputa ao governo.

Segundo o deputado, o valor gasto no levantamento estimulado do Data Control, que entrevistou 1.162 pessoas entre os dias 10 a 13 de setembro, foi de R$ 10 mil. Para ele, há uma discrepância de valores nas pesquisas que estão sendo realizadas no Estado.

“O que me chama a atenção é a maneira como alguns dados de pesquisas têm sido divulgados. Não quero ser leviano e nem colocar em cheque a credibilidade de ninguém, mas a discrepância nos valores das pesquisas contratadas e divulgadas no Estado chega a ser absurda. Enquanto a pesquisa IBOPE, contratada pela Rede Amazônica, gastou R$ 103 mil para ouvir 812 pessoas, o Data Control gastou R$ 10 mil para ouvir 1.162, tem algo errado aí”, disse.

O deputado disse que acionará o Ministério Público Eleitoral para averiguar esses valores. “É preciso que o MPE investigue os valores que estão sendo declarados por esses institutos. O Data Control, por exemplo, quem contratou? Será que ele se autocontratou? Ele mesmo se pagou para fazer essa pesquisa? Alguma coisa está muito errada. Ou o IBOPE é muito caro ou os outros institutos estão fazendo pesquisa de fundo de quintal”, complementou.

Daniel Zen denunciou ainda que entrevistados do Data Control teriam sido transportados num carro de um determinado candidato, que, inclusive, está adesivado com propaganda eleitoral. Disse ainda que formalizará a denúncia junto ao Ministério Público Eleitoral.

“Recebi informações de que entrevistados pelo Data Control teriam sido transportados em carros, inclusive, adesivados. São denúncias graves, que precisam ser apuradas pelo Ministério Público Eleitoral. Pesquisa manipulada é crime eleitoral, divulgar pesquisa fraudada dá cadeia. Isso é um atentado contra a democracia. Alô TRE, alô MP, fiscalizem essas pesquisas que estão sendo feitas a preço de banana. Eu formalizarei esse pedido no Ministério Público Eleitoral”, concluiu.

Mircléia Magalhães
Agência Aleac

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