Deputado Nelson Sales diz que Ageac pratica extorsão

Deputado Nelson Sales diz que Ageac pratica extorsão

Na sessão desta quinta-feira (17), o deputado Nelson Sales (PP) disse que em vez de fiscalizar a Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado do Acre (Ageac) pratica extorsão no Estado. De acordo com o parlamentar, o órgão apenas persegue os motoristas que estão devidamente cadastrados e documentados na Agência.

“Não dá para entender. A Ageac vive fiscalizando quem está devidamente documentado, que são os taxistas, os freteiros. Os pirangueiros, aqueles que estão trabalhando ilegalmente, eles não fiscalizam e nem multam”, disse o parlamentar.

O progressista também questionou o valor das multas aplicadas que, segundo ele, são “exorbitantes”. “As multas não são baratas não, são R$ 2.800,00 cada multa. Agora eu pergunto, para onde vai esse dinheiro arrecadado pela Ageac? Para que serve esse dinheiro? Esse é um assunto que deveríamos discutir mais vezes”, sugeriu.

O parlamentar também comentou a forma como os fiscais da Ageac estão atuando nas rodovias. “Recebi a denúncia de um taxista agora pela manhã de que os ficais que estão atuando nas rodovias estão dizendo que se o Gladson Cameli for governador aí é que as multas vão aumentar. Pois eu afirmo, eu vou propor para o Gladson acabar com a Ageac. Nós temos a Polícia Rodoviária Federal, que atua nas estradas, deixem eles fiscalizar então. Temos o Detran também. Mas eu tenho uma dúvida, eles estão querendo fiscalizar ou arrecadar? O que parece é que estão querendo extorquir o cidadão. Será que esse dinheiro é para pagar cargos comissionados? ”, questionou.

Saúde pública

Na Explicação Pessoal, Nelson Sales retornou à tribuna para falar da saúde pública do Acre. Segundo ele, a maneira como vem sendo tratada a saúde no interior é inaceitável. Ele ressaltou que na época em que Binho Marques governou o Estado e criou os Conselhos Gestores, as unidades de saúde dos municípios funcionavam com muita eficiência.

“Nunca tivemos tanta qualidade nos hospitais do interior quanto naquela época. Os conselhos criados licitavam tudo e também geriam a receita dos hospitais. Aí entrou o Tião Viana e criou as regionais de saúde, que foi uma medida que não funcionou. Muitos hospitais ficaram pelo caminho, como o de Sena, Feijó, Tarauacá e Brasileia. Hoje, tem paciente vindo de Feijó por conta própria para o Pronto Socorro da capital. Isso é um absurdo”, afirmou.

Nelson Sales disse ainda que a situação tende a piorar, isso porque, de acordo com ele, Rio Branco não tem como atender a demanda do Estado. “O Acre é o único Estado que tem o controle de gestão das UPAs, por força de uma portaria especial do Ministério da Saúde, que antes era sob gestão dos municípios. Porque será? Será que o Estado é tão caridoso ou é porque a receita da UPA é muito boa? Só a do Segundo Distrito arrecada R$ 8,5 milhões anualmente, e a gente sabe que o que vai de retorno para lá não dá isso. O que acontece é que o PT centraliza, e isso dificulta todo o processo de atendimento. Um absurdo”, finalizou.

Mircléia Magalhães
Agência Aleac

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