“O PL que proíbe a saída de castanha in natura do Estado está causando pânico na floresta”, afirma deputado Gehlen Diniz

“O PL que proíbe a saída de castanha in natura do Estado está causando pânico na floresta”, afirma deputado Gehlen Diniz

O deputado Gehlen Diniz (PP) destacou na sessão desta terça-feira (10) a audiência pública realizada na última segunda-feira (9), em Xapuri, que discutiu o Projeto de Lei nº 111/17, de autoria do deputado Heitor Júnior (Podemos), que proíbe a saída de castanha in natura do Estado do Acre. Segundo o progressista, o debate foi bastante “acalorado” e os ânimos se exaltaram em vários momentos da audiência.

“Sabemos que esse PL trata de um tema polêmico, e não há nenhum estudo feito. Essa matéria não será colocada em pauta tão cedo, até porque nove deputados já se manifestaram contrários a aprovação dessa matéria. Dois deles são da base, Manoel Moraes e Jonas Lima. Durante a audiência pública realizada em Xapuri, os ânimos se exaltaram por várias vezes e isso já era esperado. O projeto prejudica o mais importante da cadeia produtiva, o castanheiro, o catador. O único que não tem voz”, salientou.

O oposicionista, que já se manifestou contra a aprovação do PL, desde que ele foi apresentado na tribuna do Parlamento, disse que o único objetivo da matéria é beneficiar os grandes empresários. “A ideia desse PL não nasceu debaixo de uma castanheira e sim dentro de um gabinete, depois de ser discutido apenas por empresários, eles são os grandes beneficiados. Se esse projeto for aprovado, uma lata de castanha cairá para R$ 10, porque não haverá mais concorrência no mercado. Proibir a saída desse produto para o Peru, Bolívia e outros estados brasileiros é um crime sem tamanho. Essa possibilidade está causando um verdadeiro pânico dentro da floresta”, frisou o parlamentar.

Sobre a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ocorrida no último sábado (7), Gehlen Diniz também se manifestou. Para ele, a prisão do ex-presidente reflete o amadurecimento do país.

“Não estou comemorando a prisão de Lula, não fiquei feliz ao ver um senhor de 72 anos naquela situação. Foi doloroso para muitos brasileiros, mas dizer que não houve provas suficientes para prendê-lo aí eu não concordo. Atualmente temos um acusado de receber uma mala de R$ 500 mil, que é o presidente atual, mas que o momento dele também vai chegar. Não estou defendendo Aécio, nem Temer. Por mim o juiz Moro pode jogar todos na cela da PF em Curitiba, só não tem como defender o Lula, aí já é demais. A prisão de Lula reflete o amadurecimento do Brasil. Há um desespero por parte do PT, porque o partido está em decadência, está perdendo lideranças, assim como perderá o governo do Acre nas próximas eleições”, concluiu.

Mircléia Magalhães
Agência Aleac

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