Deputado Jenilson Leite afirma que combate à corrupção não poder ser usado para disseminar ódio

Deputado Jenilson Leite afirma que combate à corrupção não poder ser usado para disseminar ódio

“A prisão do ex-presidente Lula precisa ser vista de uma forma que vá além do ódio que circunda nosso país”. Com essa afirmação o deputado Jenilson Leite (PCdoB) iniciou seu discurso durante a sessão desta terça-feira (10). O parlamentar afirmou que a corrida feita para prender Lula é desproporcional, se comparada à que é feita para condenar políticos contra os quais há provas concretas que justificam suas condenações.

“Esse debate de combate à corrupção tem sido empregado para disseminar o ódio. Percebemos que a corrida para prender o ex-presidente Lula não tem precedentes se comparado às ações para prender aqueles contra os quais há provas materiais comprovadas. Os grandes corruptos estão soltos. Estamos vivendo um momento muito perigoso, pois a política está cada dia mais sendo criminalizada”, alertou.

Jenilson Leite disse ainda que o ex-presidente Lula poderia ter atendido o apelo da multidão que o cercava e não ter se entregado à polícia, mas decidiu se apresentar por acreditar em sua inocência. Afirmou também que contra o atual presidente, Michel Temer (MDB), há várias provas que comprovam corrupção ativa no atual governo, no entanto, nenhuma ação foi tomada.

“O que o Lula fez que foi a reaproximação da América Latina, com seus interesses voltados para a economia brasileira. Ele afrontou os poderosos deste mundo. A nível nacional, tivemos muita gente que não concordou com a forma como ele administrou para aqueles que mais precisam. O Nordeste recebe com amor o Lula, pois foram 70 milhões de miseráveis que passaram a ter mais oportunidades”, afirmou.

O parlamentar concluiu seu discurso solicitando que a Casa Civil, junto à Secretaria de Saúde do Estado (Sesacre), tome providências acerca das passagens aéreas que o Tratamento Fora de Domicílio (TFD) disponibiliza às pessoas que vêm do interior realizar procedimentos de saúde na capital. De acordo com ele, muitas vezes pela demora para conseguir a passagem as pessoas vêm por conta própria e algumas chegam a falecer, e os familiares ficam sem nenhum recurso para fazer o translado do corpo à cidade natal.

“Quando as providências pelo TFD demoram a ser tomadas, as pessoas vêm por conta própria à capital. Algumas vezes elas morrem e a família não tem condição nenhuma de mandar o corpo para o interior. Uma situação constrangedora. Minha indicação é para que revejam as regras em relação a esse transporte, para que as famílias de classe baixa tenham o direito de ter o corpo do seu ente querido enviado de volta à sua terra”, finalizou.

Andressa Oliveira
Agência Aleac

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