“O governo não paga os caçambeiros que prestam serviços para o Deracre”, denuncia deputado Gehlen Diniz

“O governo não paga os caçambeiros que prestam serviços para o Deracre”, denuncia deputado Gehlen Diniz

O deputado Gehlen Diniz (PP) disse na sessão desta terça-feira (3) que os caçambeiros que prestam serviços para o Departamento de Estradas e Rodagens do Acre (Deracre) continuam sem receber o pagamento de um acordo feito com o governo do Estado de uma dívida no valor de aproximadamente R$ 7 milhões.

“É a quarta vez que isso acontece. Os caçambeiros voltaram a ameaçar fechar pontes e ruas de Rio Branco para protestar contra o órgão. Eles querem receber pelos serviços que prestaram ao Deracre e que até hoje não foram pagos, isso é um absurdo. A situação financeira do Estado está um caos. Tem servidores públicos com suas carreiras paradas porque não estão recebendo progressão, um exemplo disso são os servidores do Iapen”, disse.

O oposicionista questionou ainda os gastos do governo do Estado com pessoal. “As despesas do governo com pessoal atingiram 53.55%, sendo que o limite máximo é 49%. Tudo isso se resume no excesso de despesa, na falta de dinheiro e na situação caótica em que se encontra o Estado do Acre. E não adianta colocar a culpa na oposição não, há 19 anos que não estamos no poder. E também não tem como culpar os governos anteriores porque todos eles foram do PT. Essa situação é inaceitável, o governo não exonera nenhum cargo comissionado, eles são prioridades nessa administração”, salientou.

Para o progressista, além dos problemas financeiros a população acreana também sofre com a falta de segurança. “Mais de 100 homicídios em três meses, isso mesmo. Parece que estamos nos acostumando com a violência, infelizmente. Não podemos perder a capacidade de nos indignarmos, o Acre é um Estado pequeno, não podemos aceitar isso. O que falta é gerência neste Estado, administração”, frisou.

Para concluir, Gehlen Diniz falou sobre a decisão que o Supremo Tribunal Federal tomará em relação ao habeas corpus do ex-presidente Lula nesta quarta-feira (4). “Essa decisão me parece um jogo de cartas marcadas, infelizmente. Eximir o ex-presidente Lula do cumprimento de uma pena numa condenação de segunda instância será uma decepção total, mas vamos aguardar o resultado da votação”, concluiu.

Mircléia Magalhães
Agência Aleac

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