Deputado Jenilson Leite critica ausência da Funai em Jordão

Deputado Jenilson Leite critica ausência da Funai em Jordão

O deputado Jenilson Leite (PCdoB) disse na sessão desta quarta-feira (21) que as lideranças indígenas de Jordão estão sofrendo com a ausência de um representante da Fundação Nacional do Índio (Funai). Segundo o parlamentar, a não atuação do órgão torna as dificuldades que os índios enfrentam no campo social ainda maiores.

“Sem o auxílio da Funai os índios perdem a capacidade de se articular com as instituições, por exemplo. Hoje eles enfrentam problemas na saúde indígena e com as questões da Previdência. Para se ter uma ideia, hoje quando os índios precisam fazer suas transações previdenciárias eles têm que se deslocar de barco até Tarauacá. Só nesse processo eles já gastam metade do recurso na viagem”, enfatizou.

Na tentativa de resolver o problema, o parlamentar disse que fará uma visita à Funai e realizará uma audiência pública para tratar do assunto. “Eles precisam de uma política indígena mais representativa. Isso é necessário. A ausência da Funai atrasa a resolução de muitas questões importantes para os índios”, complementou.

O parlamentar também comemorou a construção de escolas indígenas nos municípios de Feijó, Tarauacá e Jordão. “Estive na Secretaria de Educação e me informaram que o governo está construindo essas escolas. Uma ação importante, que demonstra o comprometimento do governo do Estado com as comunidades indígenas”, frisou.

Jenilson Leite fez ainda alguns esclarecimentos a respeito da atuação do Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa) no Estado. Ele destacou os investimentos que o órgão tem feito no interior, principalmente nos municípios mais isolados.

“Saiu uma matéria num jornal local afirmando que o Depasa gastou R$ 20 milhões para distribuir água em algumas comunidades, e a história não é bem assim. Peguei informações com o órgão e o valor utilizado para realizar a distribuição de água foi bem mais elevado que este. Sabemos que o Depasa tem feito um investimento importante em nove municípios do Acre, inclusive nos mais isolados. O objetivo é reestruturar esses municípios para garantir a distribuição de água e não distribuir água em carro pipa como afirma a matéria. Até porque, o dinheiro gasto com carro pipa não chega a R$ 900 mil, e foi no período do verão para socorrer alguns municípios atingidos pela seca”, esclareceu.

Mircléia Magalhães
Agência Aleac

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