Deputado Gehlen Diniz critica declarações de Raimundinho da Saúde sobre CPI da Sehab

Deputado Gehlen Diniz critica declarações de Raimundinho da Saúde sobre CPI da Sehab

Na sessão desta quinta-feira (7), o deputado Gehlen Diniz (PP) desmentiu as declarações dadas pelo deputado Raimundinho da Saúde (Podemos) a um site de notícias local, a respeito das oitivas da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a venda ilegal de casas populares na Secretaria de Habitação e Interesse Social do governo do Acre.

Raimundinho da Saúde teria afirmado durante entrevista que o progressista “não demonstrou interesse pela comissão”, faltando, inclusive, em algumas oitivas. Gehlen, autor do requerimento que pediu a instalação da CPI, acusou o colega de estar faltando com a verdade.

“Me senti na obrigação de vir a esta tribuna corrigir as inverdades proferidas pelo meu colega numa reportagem. Ele disse que eu marquei duas reuniões e não compareci, mas eu tenho em mãos a lista de presença das oitivas e posso comprovar que quem não estava presente era ele. Eu exijo respeito, não sou homem de mentiras. Raimundinho está usando a velha tática petista, finge que defende os trabalhadores, bajula o governo e depois acusa”, afirmou.

Gehlen Diniz criticou ainda a atuação do colega na questão dos servidores do Pró-Saúde. “Os fatos serão trazidos à tona. O que não pode acontecer é criticar uma pessoa que quer investigar. Por favor, me respeite, já que você não respeita os acreanos. Finge defender os talhadores do Pró-Saúde. Seu único objetivo é defender os próprios interesses políticos”, complementou.

O oposicionista frisou ainda que a questão da instalação da CPI passou nove meses na Justiça, enquanto as investigações na Polícia Civil avançavam. “Nunca antes alguém recorreu ao Judiciário para garantir que oito assinaturas possibilitassem a instalação de um CPI sem a necessidade de passar por votação no plenário. Isso aconteceu agora e o Judiciário deu ganho de causa. Então, no futuro, outras CPIs serão instaladas com oito votos, não precisa ir a plenário. Só isso aí já é uma vitória”, ressaltou.

O parlamentar também falou sobre o projeto de lei de autoria do Poder Executivo que dar sequência à seleção de uma Organização Social (OS) para gerenciar três unidades de saúde de Rio Branco. Para Gehlen, o PL atropela os interesses dos servidores da Saúde, uma vez que procura regulamentar a “toque de caixa” as organizações sociais para esse fim.

“O projeto chegou ontem a esta casa e já querem votar hoje. Querem terceirizar as unidades de saúde sem sequer ouvir a comunidade. Já adianto que voto contra. Se ouvirem a população eu posso até avaliar, mas atropelando os interesses dos trabalhadores meu voto é não”, concluiu.

Mircléia Magalhães
Agência Aleac

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