Deputado Gehlen Diniz questiona atuação de secretário de Segurança e diz que inocentes estão morrendo

Deputado Gehlen Diniz questiona atuação de secretário de Segurança e diz que inocentes estão morrendo

Em discurso na sessão desta quarta-feira (29), o deputado Gehlen Diniz (PP) comentou o índice de criminalidade no Acre. O parlamentar disse que a política adotada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública não tem sido suficiente para atenuar a onda de crimes. Gehlen Diniz acrescentou que antes as mortes eram apenas entre bandidos, mas essa realidade vem sendo alterada.

“Eu perguntei ao povo acreano se nós conseguiríamos andar nas ruas com o governo do PT governando por mais quatro anos. Hoje eu tive a resposta: não conseguimos mais andar nas ruas. Aquela guerra entre facções agora chegou aonde eu alertava, ao cidadão de bem. Hoje dois jovens na Seis de Agosto foram assassinados enquanto estavam saindo para o trabalho. Não saiam das suas casas à noite, preservem a suas vidas ao menos enquanto o PT estiver no poder. Não temos o mínimo de segurança. Piratas atacam os ribeirinhos no Juruá, Muru, Purus e Iaco. Piratas atacam os colonos”, disse o parlamentar ao comentar a violência.

O deputado progressista não poupou críticas à gestão de Emylson Farias à frente da Secretaria de Estado de Segurança. Disse que somente nos governos petistas “a inércia é premiada” e acrescentou: “esse é o legado de Emylson Farias à frente da Secretaria de Segurança Pública e aí o governador Tião Viana o premia com a indicação a vice”, enfatiza.

Ao referir-se a Marcus Alexandre (PT), Gehlen Diniz afirmou que “o candidato a governador foi gestor do Deracre quando uns montantes de R$ 2 bilhões foram jogados no Deracre e não temos rodovia. Se o Dnit não toma a BR-364, não teríamos rodovia. O governo do PT jamais terminou a 364. O Dnit denunciou os contratos e tomou a rodovia para si”, completa.

Gehlen Diniz criticou do fato de 90 policiais militares estarem lotados no Gabinete Militar para fazer a segurança do governador Tião Viana e familiares. O deputado acredita que esses servidores poderiam reforçar a segurança da população nas ruas. Ele lembrou que há a necessidade latente da contratação de mais policiais, melhoria da estrutura de trabalho e salários.

“Além desses 90 policiais, temos centenas de outros em desvio de função. É urgente que esses profissionais venham para as ruas. Será que ele [governo] vai deixar que atinjam a família de alguém influente do governo ou algum parlamentar? Quantas mães vão chorar a morte dos seus filhos? Eu sei o trabalho que os policiais militares fazem diariamente, os agentes penitenciários e os policiais civis. Essas pessoas estão esgotadas, sem condições de trabalho e saúde e recebendo salários de miséria. Graças a Deus que o secretário Emylson vai sair da Secretaria, tomara que assuma alguém que tenha um pouco mais de competência”, argumentou.

Finalizando, o progressista falou do aumento para 14% no desconto previdenciário dos servidores do Estado. Ele frisou que nem mesmo o governo federal conseguiu aprovar a Reforma Previdenciária, enquanto isso o governo acreano aprova a majoração.
“O governo do PT só pensa em uma coisa: arrecadar. O presidente da República não tem moral para governar este país, mas não fez o que o governo do Acre foi capaz de fazer, majorou para 14% a contribuição dos servidores”, pontua.

José Pinheiro
Agência Aleac

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