Deputado Nelson Sales: “O que cresceu em mais de 80% no Acre nos últimos anos foi a violência e as facções”

Deputado Nelson Sales: “O que cresceu em mais de 80% no Acre nos últimos anos foi a violência e as facções”

A notícia de que o Acre é o quarto estado do país com maior crescimento acumulado do Produto Interno Bruto (PIB) pautou boa parte dos debates na sessão desta terça-feira (21). De acordo com o estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Acre apresenta o aumento de 81,2% de sua economia entre 2002 e 2015.

Em pronunciamento na tribuna, o deputado Nelson Sales (PV) afirmou que a população acreana não tem muito o que comemorar. “O que cresceu muito nos últimos 15 anos e ninguém pode fechar os olhos para isso foi a bandidagem, as facções e os assaltos. O que cresceu em mais de 80% foi a violência, isso sim. O depoimento que o pecuarista Assuero Veronez fez é um exemplo disso. O conhecedor do setor produtivo disse que ‘o modelo econômico implantado desde o Jorge Viana é falido, ele não vingou’. Não só Assuero, mas vários empresários estão quebrando neste Estado administrado pelo PT”, disse.

O deputado seguiu afirmando que os governos do PT usam os empresários e descartam igual a bagaço de laranja. “Estamos em um estado que não paga nem os terceirizados que prestam serviços para eles. Vários servidores estão sem receber há quase dois meses. E cadê o PIB? Tenho dó do próximo governo que vir porque não tem mais o que receber de créditos de carbono”, enfatizou.

Para Nelson Sales, o único serviço contínuo que o governo do Acre tem feito é o de perseguir produtor. “Eles continuam perseguindo o produtor, multando o produtor e proibindo que eles derrubem até uma árvore para reformar a casa deles que está escorada. Quem está ganhando com isso? Esse governo é só para os deles. Neste Estado só é produzido o que o governo permite”, ressaltou.

Ainda segundo o parlamentar, a única coisa que tem crescido no Acre é a quantidade de empresas e empresários deixando o Estado. “Grandes empresas e empresários estão indo embora daqui. Quem cresceu muito foram as serralherias, que estão fazendo grades para as casas das pessoas que estão reféns da violência, sofrendo com falta de saúde de qualidade. Esses números ninguém apresenta nas reuniões internacionais”, finalizou.

Mircléia Magalhães
Agência Aleac

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