Deputada Eliane Sinhasique questiona uso de dinheiro público para defender ex-gestor do Deracre

Deputada Eliane Sinhasique questiona uso de dinheiro público para defender ex-gestor do Deracre

Ainda falando sobre a Operação Buracos, deflagrada pela Polícia Federal na última segunda-feira (30), a deputada Eliane Sinhasique (PMDB) disse nesta quarta (1º) que o governo do Estado, por meio do Deracre, pagou a duas bancas de advogados mais de R$ 916 mil para defender o então diretor-presidente da autarquia, o atual prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre.

“Ontem falei que eram R$ 480 mil, mas me equivoquei. Isso foi só para um escritório de advocacia. Na verdade, os dois escritórios juntos somam R$ 916.316,55. Foi o valor que o povo do Acre pagou para arquivar os 38 processos que pesava contra o prefeito Marcus Alexandre. Dinheiro que poderia ter sido investido no ramal do Caipora, que mal começou o inverno e já está intrafegável. A PGE tem seus advogados, o Deracre tem seus advogados, mas como se não bastasse foi necessário pagar duas bancas de advogados”, disse Sinhasique.

A deputada peemedebista acrescentou que os pagamentos podem até ser legais, entretanto, ela frisou que são ‘imorais’. “Essa turma do PT acha que pode tudo. Basta publicar no Diário Oficial que é lícito. Pode até ser legal, mas é imoral. É imoral pegar o dinheiro do povo para livrá-lo de denúncias. Já pensou se o Cabral pega a PGE ou usa dinheiro do povo do Rio para defende-lo? É imoral. É uma imoralidade que estão fazendo no Estado do Acre. Vou apresentar uma denúncia ao TCE quanto a isso. Esse dinheiro era para fazer ramal, ponte, bueiro e não para defender o seu Marcus Alexandre. Já era feio a PGE fazer essa defesa, agora quiçá usar bancada de advogados pago com o dinheiro do povo”, argumentou.

Outro assunto levantado por Eliane Sinhasique foi quanto ao Encontro de Governadores do Brasil. Ela destacou que dentre as políticas públicas que devem ser adotadas para coibir a violência, uma delas tem a participação direta das prefeituras. A parlamentar argumentou que é necessário que os prefeitos promovam a manutenção da iluminação pública, a limpeza dos espaços de lazer e a manutenção e o ligamento viário entre os bairros para facilitar o acesso das polícias.

“Eu estive no Encontro de Governadores, um encontro necessário para debater e observar. Eu prestei bastante atenção na palavra do governador do Rio Grande do Norte, que colocou uma coisa: que todos os órgãos têm que trabalhar para diminuir a criminalidade. Ele falava quer todos os crimes caíam sobre as costas dele. Depois que o Fernandinho Beira Mar foi para lá os crimes aumentaram. A gente precisa também cobrar dos prefeitos, porque as ações dos municípios podem contribuir para reduzir o crime. Temos um déficit de mais de R$ 50 mil lâmpadas em Rio Branco. Quando o prefeito tem a visão de interligar um bairro ao outro isso facilita o trabalho da polícia. Rio Branco tem inúmeras ruas sem saída. Rio Branco hoje tem muitas quadras, mas você anda e ver quantas quadras estão em condições de ser utilizadas, são poucas. A grande maioria não tem iluminação. Rio Branco está abandonada. Onde tem escuridão é onde se escondem os marginais para pegar as pessoas desavisadas”, frisa.

Finalizando, Eliane Sinhasique falou a respeito do número de mortes violentas ocorridas na capital acreana apenas no mês de outubro. Foram 34 mortes, segundo levantamento feito pela assessoria da deputada. Ela lamentou que esses números não estejam oficializados no portal do Instituto Médico Legal. “O IML, a mando do secretário não está colocando no site o número correto de mortes. No site só constam 14 mortes durante o mês de outubro. O secretário disse em entrevista no Bar do Vaz que não era bom que as pessoas ficassem sabendo dos índices de criminalidade. Ele já está agindo para omitir os dados”, argumenta.

José Pinheiro
Agência Aleac

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