Deputada Eliane Sinhasique defende unificação de políticas públicas no combate à violência no Acre

Deputada Eliane Sinhasique defende unificação de políticas públicas no combate à violência no Acre

A deputada Eliane Sinhasique (PMDB) defendeu a unificação de políticas públicas no sentido de frear a violência no Estado. A parlamentar acredita que somente uma ação conjunta das secretarias possibilitará uma mudança nos números da violência. Os apontamentos foram feitos durante a sessão desta terça-feira (8).

“Eu não posso deixar de falar da questão da segurança, que está na pauta do dia, está nas manchetes. E como a gente vem falando ao longo do tempo, mas parece que as palavras se perdem no ar, não tem como não falar. Está todo muito sofrendo com isso. Só em Rio Branco foram incendiados quatro ônibus. É um prejuízo enorme para a nossa população, sem falar nas ações isoladas de assaltos, roubo de motos, carros e em casas. Está um negócio absurdo! É preciso contratar gente, é preciso tirar os policiais que estão lotados no gabinete do governador, mas é preciso mais coisas. E preciso várias frentes de trabalho, puxando a discussão com várias secretarias. O que é que esta casa pode fazer, a não ser discutir as audiências de custódia ou votar o aumento de salário dos policiais? Cada um tem que fazer a sua parte. O secretário de Segurança não faz a parte dele, o secretário de Esporte não faz a parte dele, a secretária de Cultura não faz a parte dela. É preciso uma política pública conjunta”, argumenta a peemedebista.

Eliane Sinhasique responsabilizou o Poder Executivo pelos acontecimentos em Rio Branco e parte do interior do Acre. “Não temos o envolvimento do Poder Executivo, que determina como será o combate à criminalidade. Esses ataques estão acontecendo muito antes de colocarem bloqueadores de celulares nos presídios. O que falta é uma série de ações para incluir esses jovens. É preciso a Força Nacional? Sim. O Exército? Sim. Mas é preciso políticas públicas de coração para os nossos jovens. Enquanto o poder público não trabalhar dessa forma todos esses jovens vão ser cooptados pelo crime”, salienta.

Finalizando, Eliane Sinhasique falou sobre os 11 anos de implantação da Lei Maria da Penha. Ela frisou que, apesar da legislação coibir a violência contra as mulheres, ainda tem sido grande o número de ocorrências registradas nas delegacias especializadas para esse tipo de crime. Ela argumentou que é preciso muito mais que apenas punir o agressor, mas, sim, desenvolver políticas que permitam a melhoria da qualidade de vida. Nesse sentido, ela sugeriu o acompanhamento psicológico das vítimas e dos agressores para evitar assim a desestruturação familiar, o que pioraria o quadro de violência social.

“A Lei Maria da Penha é uma legislação eficiente, ela faz com que o homem saiba que se ele agredir ele vai preso. Mas esses números dizem muito mais sobre essas mulheres, elas estão dizendo: eu quero conviver harmoniosamente com o pai dos meus filhos, eu quero ter respeito, quero ser tratada com carinho. Em 2015 apresentei um anteprojeto para a distribuição do botão do pânico. Infelizmente o nosso anteprojeto não foi acolhido como uma política pública. Precisamos debater tudo, os lares desfeitos contribuem para o aumento da violência. Tudo está interligado”, completa.

José Pinheiro
Agência Aleac

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