Major Rocha questiona convênio entre o Governo do Estado e universidade privada

rocha111214O deputado Major Rocha (PSDB) pediu esclarecimentos da bancada de apoio ao Governo sobre o convênio firmado entre o Executivo e uma instituição de ensino superior responsável pela implantação de curso de Medicina. Segundo ele, o governador Tião Viana (PT) tem sido benevolente com ‘alguns’ empresários. “O governador Sebastião Viana tem beneficiado algumas empresas como no caso da EcoBike, da Álcool Verde e, agora, o caso mais grave é esse convênio firmado entre o Governo do Estado e a Uninorte para a implantação da faculdade de medicina. Monta a faculdade e o povo acreano paga a conta”, disse o deputado tucano.

O parlamentar lembrou que o curso de Medicina oferecido pela instituição citada é um dos mais caros do Brasil, ocupando o terceiro lugar no ranking nacional. De acordo com Rocha, o Executivo arcará com todas as despesas para a implantação do hospital universitário.

“O MEC exige um hospital universitário, o que é mais caro é a montagem desse tipo de unidade. Pasmem, o governo exacerba na benevolência, o empresário não vai ter despesa alguma com o hospital. Nós acreanos vamos pagar a conta. Esse empresário vai faturar R$ 7 milhões e 571 mil por ano”, explicou o parlamentar.

Matematicamente, o deputado tucano acrescentou que após o sexto ano de faculdade de medicina, a instituição privada terá faturado R$ 45 milhões. Ele também acusou o senador Jorge Viana (PT/AC) de participação no empreendimento por meio de empresas como a Pura Energia.

“Descobrimos duas empresas que têm participação no negócio e possuem como sócio o senador Jorge Viana. O Estado do Acre é o Estado que exporta mais laranja”, disse o deputado ao questionar a participação do senador petista.

Major Rocha também questionou a ligação do sócio majoritário da Uninorte com o governador Tião Viana (PT). “Todos sabem da ligação que o rico empresário da Uninorte tem com o senhor Sebastião Viana, parece a sombra. Eu questiono aqui a improbidade desse convênio”, ironizou.

Quanto à informação veiculada pela imprensa acreana dando conta do recebimento de recursos para financiar a campanha dos candidatos ao Governo do Estado, Márcio Bittar (PSDB) e Tião Bocalom (DEM) nas eleições de outubro, por empresas acusadas de participação na Operação Lava Jato, desencadeada pela Polícia Federal, o parlamentar argumentou que não ver ilícitos uma vez que os recursos foram declarados à Justiça Eleitoral.

“Não existe crime nisso, se foi declarado. Assim como não houve crime no caso das empresas envolvidas na Operação G7, que doaram recursos para a campanha do governador Sebastião Viana”, finalizou.

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