Major Rocha denuncia falta de medicamentos no Hospital do Câncer

rocha041214O deputado Major Rocha (PSDB) afirmou na sessão desta quinta-feira, 4, que os pacientes que fazem tratamento de câncer em Rio Branco estariam enfrentando dificuldades devido à falta de remédios para quimioterapia. De acordo com o oposicionista, além da falta de medicamentos o aparelho onde é realizada a manipulação dos remédios está com a placa queimada.

“Quero saber do Governo do Estado onde está a saúde de primeiro mundo que eles prometeram há 16 anos para a população? De que adianta ter um Hospital do Câncer se não tem nem medicamentos e equipamentos para atender os pacientes? A saúde pública do Acre não passa de uma fantasia e quem sofre com essa realidade é o povo”, disse.

Quanto à denúncia feita pelo deputado Chagas Romão (PMDB), de que o teto do hospital do município de Xapuri estaria prestes a desabar, Rocha também se manifestou. “Coloco-me à disposição do deputado Chagas Romão para ir junto com ele ao hospital daquela cidade para mostrar para o povo acreano a verdadeira realidade da saúde pública do nosso Estado. É inadmissível que um hospital funcione oferecendo perigo aos pacientes”, complementou.

No Grande Expediente Major Rocha retornou à tribuna para comentar o discurso do deputado Geraldo Pereira (PT). “Pelo que entendi o deputado Geraldo Pereira disse que o orçamento do ano passado não foi aprovado e que por isso faltou recursos nos hospitais. Pois o orçamento foi aprovado pelos próprios deputados da base governista. Agora eu pergunto: os recursos não foram repassados aos hospitais por falta de competência do governo ou desviaram os recursos para uma conta do G7?”.

Para concluir, Rocha explicou os motivos que o levaram a votar contra a Lei Orçamentária Anual. Segundo o deputado, o orçamento totalizando R$ 5.698.452.954,69 bilhões foi aprovado sem a devida apreciação. “Só porque denunciei a falta de medicação no Hospital do Câncer o deputado Geraldo Pereira veio questionar porque votei contra o orçamento. A aprovação desse projeto foi realizada sem a devida análise e debate e eu não iria compactuar com isso, não sou irresponsável”, explicou.

O parlamentar disse ainda que votou contrário à matéria por não ter tido tempo suficiente para estudar o projeto. “Votei contra por entender que antes de se colocar em votação qualquer projeto um deputado tem que ter a obrigação de ler e entender o que está sendo votado. O documento chegou nesta Casa às 18 horas e foi aprovado em menos de duas horas. Eu sou um ser humano normal, não tenho condições de ler mais de duas mil páginas em meia hora”, disse.

Mircléia Magalhães
Foto: J. Simão

Agência Aleac

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