Comissão de Direitos Humanos recebe denúncia de abuso de autoridade de policiais militares

comdirhumanos301014A Comissão de Direitos Humanos da Aleac recebeu denúncia na manhã desta quinta-feira, 30, que policiais militares teriam se excedido em uma ação policial no último domingo, 26, dia das eleições, próximo a um local de votação localizado no bairro São Francisco. O presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Denílson Segóvia (PEN), garantiu que todos os procedimentos serão realizados para apurar o caso. Segóvia disse que o direito dos trabalhadores será resguardado.

“Vamos colher todos os depoimentos e vamos até as últimas consequências. Todo direito do cidadão deve ser amparado e resguardado”, ressaltou Denílson Segóvia.

Já o deputado Major Rocha (PSDB) disse que é necessário ouvir as versões tanto dos trabalhadores quanto dos policiais militares envolvidos na ação. Ele acrescentou que a Corregedoria da Polícia Militar irá analisar a denúncia e caso seja constatado excessos, este serão punidos.

O parlamentar também pediu a presença do Ministério Público Eleitoral, pois segundo ele, o fato ocorreu em período eleitoral e pode ter sido contaminado por questões partidárias. “Era importante convocar o Ministério Público Eleitoral para apurar essas questões políticas que podem estar envolvidas, pois o caso ocorreu em um dia de eleição”.

O deputado Lira Morais (PEN) pontuou que as imagens apresentadas aos parlamentares são ‘chocantes’ e, segundo ele, fica claro que houve abuso de autoridade.  Ele pediu a apuração imediata do caso. “O que deveria ser feito era deter. Isso não pode ficar impune”, disse o deputado ecológico.

Jonas Lima (PT) disse que no estado democrático de direito esses tipos de abusos devem ser repelidos e os envolvidos punidos. Ele frisou que no Acre não cabe mais esse tipo de atitude. “Nós vivemos em um Estado que não cabe mais esse tipo de atitude”.

O presidente da Coopserge, José Roberto de Araújo, defendeu os trabalhadores afirmando que nenhum dos membros envolvidos estavam embriagados como foi veiculado. Segundo ele, aquilo que era para ser um momento de festa, a eleição tornou-se um ato de violência.

“A eleição é um momento de festa e não de violência. Não queremos que volte o tempo da ditadura”, frisou José Roberto.

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